Eu, Rafael Mingotti, Fundador da ROCK JOBS, queria saber como estava o Banco de Currículos. Queria saber quantos CVs eram de pessoas com experiência, e quanto eram de jovens promessas.
E apresento agora para vocês o resultado da minha pesquisa juntamente com o contexto sobre o mercado de trabalho.
O que me mostraram os dados do mercado?
No Boletim do IPEA (2024) identifiquei que a força de trabalho no Brasil está próxima de 109 milhões de pessoas, das quais 101,8 milhões estão ocupadas, representando 48% da população brasileira (segundo o IBGE somos 211,1 milhões).
No entanto, o que me assustou é que apenas 37,4 milhões (18%) estão em empregos com carteira assinada no setor privado. Mas na real o que eu queria com essa pesquisa? Queria saber o perfil dos candidatos da ROCK.
E minha pesquisa no nosso banco de CVs me fez perceber um dado no mínimo intrigante: a tal Geração Z representa mais da metade (53%) de todos os currículos cadastrados.
Os jovens, nascidos entre 1997 e 2012, com idades entre 13 e 28 anos, dominam o cenário — sinalizando uma força de trabalho de “gurizada” como dizemos no sul, e conectada, já que nós da ROCK JOBS divulgamos vagas na internet.
Veja o ranking por geração:
• Geração Z (1997–2012): 53%
• Millennials (1981–1996): 38%
• Geração X (1965–1980): 7%
• Baby Boomers (1946–1964): 2%
O que isso indica para o mercado de trabalho?
Mesmo com alta ocupação, o cenário me revela duas tendências simultâneas:
1. Geração Z (de gurizada) está ocupando o mercado de trabalho.
2. Baixa presença das gerações mais experientes, talvez por falta de acesso aos meios digitais (ou porque estão empregados).
Concluindo, o que acho que as empresas (inclusive a ROCK JOBS) devem considerar?
• Investir em desenvolvimento de carreira para jovens talentos (já que só tem eles).
• Criar programas de requalificação e reinserção para profissionais maduros.
• Fomentar eventos e canais de empregabilidade para todos os perfis.
Enfim, o mercado de trabalho está aquecido, não falta gente para trabalhar, mas a coisa está desequilibrada. Talvez o desafio esteja em as empresas juntarem “a gurizada” com os profissionais mais experientes — aproveitando o potencial da Geração Z sem perder o valor estratégico e a experiência prática dos Millennials, X e Baby Boomers.



